segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fwd: A Capa do Presente - I, Capítulo 1





Mensagem original
De: jose carlos lima < agora_sei_agora_sei_agora@yahoo.com.br >
Para: edson_barrus@ig.com.br
Cópia: agora_sei_agora_sei_agora@yahoo.com.br < agora_sei_agora_sei_agora@yahoo.com.br >,alexandre.pereira@unifap.br < alexandre.pereira@unifap.br >,ateus@ateus.net
Assunto: A Capa do Presente - I, Capítulo 1
Enviada: 21/12/2005 13:16

1 Forma: A Capa do Presente-1 ( arquivo anexo )
Categoria: Foto
Autor: José Carlos Lima
Data: 2005
A ação artística consistiu em levar um presente para o evento Açúcar Invertido no Res do Chão na cidade do Rio de Janeiro. Era um truque=prenda. Eu daria o presente, uma camiseta com a imagem "A Burca de Idéia... Idéia de Burca Cristã=islâmica..." para quem estivesse vestindo uma camiseta igual, ou seja, que tivesse um significado que me chamasse a atenção. O Edson Barros que, somente depois fiquei sabendo tratar-se ser o próprio, me mostrou uma camiseta que ele estava usando na qual estava escrita a frase "eu sou imoral". A frase não é de autoria dele mas do papa ao se referir aos gays. Enfim, o Edson Barros foi o premiado=escolhido. Grato, JCL
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Forma: A Capa do Presente – 2 ( arquivo anexo )
Categoria: fotografia
Autor: José Carlos Lima
Data: 2005
Maquina fotográfica: falsa canon manual
Foto 2: Aqui perto de casa
.
10 esta obra não tem data para terminar
O limite é o 350º capítulo=email
Destes, 70 serão selecionados para publicação
Textos e imagens=vídeos=performances
Não há lugar certo para a obra ocorrer
Sou errante=cigano mesmo
Não há nada permanente
Nem mesmo a obrigação de construir esta obra
E só a construo porque não consigo fugir disso
É uma espécie de doença
Tanto que no próximo dia 5 estou com consulta marcada com um psiquiatra
Quem sabe eu me submeta a uma lobotomia=cirurgia psíquica?
Quem sabe eu vire outro
Um ser assim 1=1=1=1=1=1=1=1=1=1=1
Igual aos outros
Dominado
Escravizado
A este respeito ouça a musica "Autonomia" na voz de Ney Matogrosso. Se não me engano, a composição=letra é de Cartola,spin cantor=compositor, humano
Quem sabe?
Ah, "quem sabe?" é o nome de outra música, também gravada por Ney Matogrosso. A letra é de Antônio Carlos Gomes, o genial Carlos Gomes, spin compositor, humano
Ouça também "Caro Nome", de Verdi. Ah, são tantas músicas bonitas!!!!!.
.
...
11 Para o spin médico
Enfim, nem ficarão sabendo que a obra foi censurada=cortada pelo spin curador =médico
E será sempre assim
Se houver algum versículo impróprio para a minha família
Vou reservar tal parte para o fim da história
Se não ficaria em maus lençóis se eles virem este último versículo em algum jornal=revista=net?
Claro que não
O que não posso fazer é fazer-lhe chegar, pelas minhas próprias mãos, este versículo
E sei que algum de vós pode me trair e fazer tal envio
Se vou morrer se isto vier a ocorrer?
Claro que não
Só não posso é fazer isto com minhas próprias mãos=olhos=seres
Se ele sabem, se tenho algo a esconder da minha família?
Não
Embora no final tudo vire festa
As pessoas podem=devem ressignificar certas insignificâncias minhas, como este episódio=ação HBM=Homem Com Bunda de Mulher da qual participou o papa Bento16, o único ser no mundo que acha que tenho bunda de mulher
kakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakaka
kakakakakaka
kakaka
ka
kakakaka
kakakakakakakakakakakakaka
ka
ka
kakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakakaka
kakakakakakakakaka
kakakakakaka
ka
ka
ka
ka
kakakakakakaka
ka
Isto não apenas um riso=sorriso=gargalhada proibida pela Igreja no filme O Nome da Rosa, baseado no livro homônimo, de Umberto Ecco. É também uma ilustração intitulada "Fonte de Águas Bordadas Sob o Mar" apreendida num sonho.
Se estou enviando este último versículo para minha família?
Não. Este capítulo está indo amputado=cortado=cancelado por motivos óbvios, esta parte da performance com o papa, de quem mãe é admiradora até dizer chega.
Grato,
José Carlos Lima
Goiânia – Rio Meia Ponte
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sábado, 14 de janeiro de 2012

Comentário ao post "O churrasco da gente diferenciada na Cracolândia", no LNO

Agora sei, os preconceitos, medos e incompreensões são frutos deste distanciamento que mantemos em relação ao mundo, às pessoas, aos objetos de nossos temores. Estou me referindo a esta visão errada que eu tinha com relação aos usuários "anti-sociais" do crack, sim, um pré-conceito dissipado por dois motivos:

1- O conhecimento teórico que tivemos sobre o assunto aqui no blog através de reportagens, vídeos, entrevistas, etc.
2- A conversa que tive nesta noite com um morador de rua, dependente de crack. Eu deveria ter gravado a conversa e, não o fazendo, vou postar aqui alguns trechos, à medida em que eu for me lembrando, vou reeditando o texto no decorrer do dia, os nomes são fictícios.

Por causa do que aprendi aqui no blog sobre o assunto nos últimos dias, estou mais tranquilo quanto ao assunto. Ontem à noite, pela primeira vez conversei com um usuário de crack. Foi muito gratificante ter feito isso. Pela primeira vez conversei com um personagem deste mundo sem que eu tivesse imbuído deste olhar terapêutico que nos permeia assim como se fôssemos o que não somos: médicos. De fato vi que o meu interlocutor não quer saber desta coisa de "História da Minha Vida", pois ele deixou isso bem claro quando este spin propôs uma gravação de uma futura conversa. O nome dele é Edu das Trevas (nome fictício e adoto este nome porque a todo mundo ele se referia às trevas para refererir-se à sua realidade):

Edu Trevas: Você sabe o que é gente passar a noite toda acordado, na "lombra", e de manhã pegar o ônibus e ver-se diferente. Todo mundo arrumadinho, com suas pastas, indo para o trabalho, e a gente sujo, maltrapilho e exalando droga.

Spin (espantado mas apenas ouvindo):

Ele: Pois é. O mau cheiro da droga sai no suor. E....Um momento, alguém se aproxima. É o Mário Blaya.
Spin: Fala Mário Blaya
Mário Blaya: nossa, agora então seu dever esta cumprido!  
para falar com um desses zumbis, e só parar em um semaforo em SP que ele vem pedir o dinheiro para comprar a pedra!
gente estranha são vcs!
(A partir de agora vou denominar o Sr. Blaya como Coro. Na condição de Coro, o pensamento comum, raso, superficial: O que a sociedade pensa. O que eu pensava até ontem à noite)
Um momento, o celular chama, eu deveria ter desligado todos os apare,b, não vou atender,,..é o fixo,,,é mais um do Coro,,, esse então é de arrancar os cabelos, tenho que sair, o Coro me convida para um churrasco, não o da gente diferenciada na Cracolândia mas no CEU da OAB.
Fui
Enquanto o carro
Depois eu volto para continuar o enredo
Desculpem-me, estou atrapalhado, é o Coro. Um me ataca por ter ouvido um usuário de crack, o outro não quer que eu vá para o "Churrasco Diferenciado".
Coro: Vamos para o Clube da OAB. Enchi o tanque do carro. Hoje a gente não vai de moto, não tem perigo chover.
Spin (em dúvida)
Coro: Vamos
Spion: Então tá. Eu vou. (Disse que iria quando percebi que poderia aprender mais e mais indo, assim como spinon, só para ver como são as coisas, afinal de contas, o que vou fazer lá). Este enredo já está muito grande para este site especifc, devo mudar de lugar. E volto minhas lembranças para a conversa de ontem à noite.
Edu Trevas.....
(Esqueci a fala do ET,  foi no que deu não desligar todos os aparelhos para continuar esta história). Branco geral, fui. O coro venceu.
Segundo Ato (Em construção)
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O ato de escrever, por Vinícius de Moraes

Do site Grandes Escritores no blog Pavilhão Lietrário

Vinicius de Moraes (O exercício da crônica)

Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.

Alguns fazem-no de maneira simples e direta, sem caprichar demais no estilo, mas enfeitando-o aqui e ali desses pequenos achados que são a sua marca registrada e constituem um tópico infalível nas conversas do alheio naquela noite. Outros, de modo lento e elaborado, que o leitor deixa para mais tarde como um convite ao sono: a estes se lê como quem mastiga com prazer grandes bolas de chicletes. Outros, ainda, e constituem a maioria, “tacam peito” na máquina e cumprem o dever cotidiano da crônica com uma espécie de desespero, numa atitude ou-vai-ou-racha. Há os eufóricos, cuja prosa procura sempre infundir vida e alegria em seus leitores e há os tristes, que escrevem com o fito exclusivo de desanimar o gentio não só quanto à vida, como quanto à condição humana e às razões de viver. Há também os modestos, que ocultam cuidadosamente a própria personalidade atrás do que dizem e, em contrapartida, os vaidosos, que castigam no pronome na primeira pessoa e colocam-se geralmente como a personagem principal de todas as situações. Como se diz que é preciso um pouco de tudo para fazer um mundo, todos estes “marginais da imprensa”, por assim dizer, têm o seu papel a cumprir. Uns afagam vaidades, outros, as espicaçam; este é lido por puro deleite, aquele por puro vício. Mas uma coisa é certa: o público não dispensa a crônica, e o cronista afirma-se cada vez mais como o cafezinho quente seguido de um bom cigarro, que tanto prazer dá depois que se come.

Coloque-se porém o leitor, o ingrato leitor, no papel do cronista. Dias há em que, positivamente, a crônica “não baixa”. O cronista levanta-se, senta-se, lava as mãos, levanta-se de novo, chega à janela, dá uma telefonada a um amigo, põe um disco na vitrola, relê crônicas passadas em busca de inspiração – e nada. Ele sabe que o tempo está correndo, que a sua página tem uma hora certa para fechar, que os linotipistas o estão esperando com impaciência, que o diretor do jornal está provavelmente coçando a cabeça e dizendo a seus auxiliares: “É… não há nada a fazer com Fulano…” Aí então é que, se ele é cronista mesmo, ele se pega pela gola e diz: “Vamos, escreve, ó mascarado! Escreve uma crônica sobre esta cadeira que está aí em tua frente! E que ela seja bem-feita e divirta os leitores!” E o negócio sai de qualquer maneira.

O ideal para um cronista é ter sempre uma os duas crônicas adiantadas. Mas eu conheço muito poucos que o façam. Alguns tentam, quando começam, no afã de dar uma boa impressão ao diretor e ao secretário do jornal. Mas se ele é um verdadeiro cronista, um cronista que se preza, ao fim de duas semanas estará gastando a metade do seu ordenado em mandar sua crônica de táxi – e a verdade é que, em sua inocente maldade, tem um certo prazer em imaginar o suspiro de alívio e a correria que ela causa, quando, tal uma filha desaparecida, chega de volta à casa paterna.

Fonte:
http://www.grandesautores.com.br/

FONTE: http://singrandohorizontes.wordpress.com/page/38/

terça-feira, 9 de junho de 2009

Lygia Clarck

Clique uma vez na imagem para ampliar
ps5
Esqueci de dizer que isto é uma continuação do spin


Por falta de tempo estou escrevendo rapidinho
Estou vindo daqui

Frases Aleatórias no SPIN

Toda a arte é completamente inútil.
Oscar WildeSou diferente, pois assim atrapalho os iguais
Eliézer Augusto
pensador.info

domingo, 11 de janeiro de 2009

Mais um rio morto

No momento estou em Anápolis, onde deparei-me com mais um riacho transformado em esgoto a céu aberto, aproveitei para fazer um registro mediante o uso do celular.

Não à destruição das águas.

Este vídeo aí me fez lembrar de um sonho

Fechei os olhos para ver.

E vi em cada cidade-estado deste planeta, somente água limpa indo de volta para o rio, e um entendimento universal como que apenas uma lingua, uma linguagem salvando os riosa partir de uma compreensão.